quinta-feira, abril 20, 2006

CAMINHADA ANSIÃES 9abril

Não podendo organizar uma Páscoa nas aldeias à imagem do que se fez já em Candemil - e que foi mote na escolha desta aldeia para o arranque do projecto, fizémos com os jovens da terra uma caminhada ao estilo 'marcha da montanha'.

A adesão foi óptima. Conseguimos um grupo de quase 60 pessoas que para quebra-gelo foi dividido em equipes e desafiado a travar conversa sempre com aquele que não conhece. O tema foi a mistura de uma salada de frutas.

Os pontos de reflexão propostos no arranque colocaram-nos perante um objectivo. Perceber porque ali estávamos, o que nos havia motivado, o que esperávamos atingir. E no até ao objectivo, perceber como se caminha. Um jogo de palavras ficou a ecoar e a baralhar: SENTE O QUE SEGUES e não segue o que sentes. O convite a definirmos com clareza objectivos e, no percurso até os ganharmos, sermos capazes de, atentos, saborearmos interiormente os avanços e recuos, as consolações e desolações. Pelo contrário, resistirmos à tentação de desviarmos aqui e ali segundo instintos momentâneos... No pano de fundo a imagem de João Garcia, que alcançou o cume do Evereste!

A confiança no outro foi testada no caminhar na cegueira. Grupos de dois, um vendado guiado por um companheiro. Percebermos que precisamos do outro para ultrapassarmos as nossas limitações e que nesta entreajuda próxima a conversa se intensifica. Muitos pares usaram só a voz como bengala.

Nisto a paisagem ganhava distância e altitude, preponderância porque os aglomerados de casas já haviam ficado para baixo. Então recebemos um Credifone que nos habilitava de 2 créditos a serem gastos com alguém desconhecido.

O campo de futebol cimeiro recebeu a merenda posta em comum. Todos se restabeleceram sob um enevoado que começava a pôr cobro ao sol que até então nos tinha acompanhado. E foi apenas o tempo de arrumar as trouxas para que tudo se precipitasse numa tempestade séria. Plano abortado. Descida rápida até ao primeiro alpendre capaz de nos proteger, onde esperámos que os carros de apoio nos transportassem, enlatados ensopados, para a base.

Aqui concluímos as actividades, numa reorganização improvisada. Também a luz faltou, ao que um cântico a diferentes tempos e sobre chamas invocou o que teria sido uma etape de caminhada com velas. Terminámos com a apresentação de rápidos sketches que os grupos ensaiaram - remetiam para as mensagens trocadas entre os grupos após os primeiros pontos.

Despedidas feitas, ânimos que venceram a chuva, vontade expressa de CAMINHADA ACTOII.

Conseguimos ainda celebrar a Eucaristia de Domingo de Ramos, em NSraFátima, e encher bagagem para a Maior das Semanas.

1 comentário:

Anónimo disse...

Obrigada pelo que recebi e pelo que dei, nesse dia de Sol e de chuva... "Passo a passo, contigo!" - foi a mensagem que passámos a outro grupo...
(Foste tu, Pedrito, que escreveste esta crónica? É uma bonita fotografia desse dia!!).
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