segunda-feira, julho 30, 2007

Crónica da ronda de 29/07/2007 (Boavista)

Faz sacos,distribui bolos, enche garrafas com água, recolhe comida, combina ronda e, finalmente para-se dois minutos para uma breve oração e reflexão.

E assim começa mais um domingo de ronda! Na primeira paragem pelo mítico restaurante S. paramos com a joana que nos acompanhou nesta primeira paragem para sabermos da P. "Ela não tem remédio... todos os dias pede dinheiro para toda a gente, menos para o que deve... para as filhas..." Lá nos é relatado mais alguns episódios desta telenovela que parece que não quer ter final feliz, não está fácil meter juízo naquela cabecinha que só pensa no P. e em mais nada.

Deixamos a joana e partimos para a segunda paragem, o Sr. R., bem mais animado que no ultimo domingo, no seu hotel Ritz, cheio de malas apanhadas na rua para um belo dum negócio. Bem mais convencido com o que os MD estão a tentar fazer por ele, com algumas exigencias pelo caminho lá nos contou a conversa com os MD.
Entre trocadilhos e mais algumas palavras estrangeiras despedimo-nos do sr R. e partimos para a D. F.

Já não a via-mos à dois domingos, meninas não se podem esquecer dos anos dela no próximo domingo, pois a expectativa dela é muito grande! Diz que vai festejar até às três da manhã. Toda entusiasmada por fazer anos, lá nos foi contando a sua ida a lisboa, entre aquele sorriso que lhe é caracteríistico, envergonhado e timido.
Também vai tirar umas férias, pois os restaurantes e cafés da zona fecham e portanto ela vai dar uns belos duns passeios até à praia e ao rio.
Zangamo-nos mais uma vez com as suas exigencias por causa das receitas médicas, dos medicamentos que deveriam vir e que não veem, da falta de cuidado consigo.

Descemos a constituição e paramos no Sr G. Todo contente, até deu gosto parar ali e ser contagiado com a sua boa disposição. (A ronda está a correr especialmente bem!) Falta-lhe só um papel para entregar na Caritas para ter o apoio de que tanto precisa, justificou-se imenso por ainda não ter ido levar o papel.

É engraçado ver por um lado a "exigência" da D. F. e do sr R. e por outro lado o agradecimento eterno do sr G. e a justificação constante por ainda não ter entregue todos os papeis.

Encontramos uma cara nova o C. Não dormi à quatro dias, com um ar miserável, cansado, metido na droga até às pontas dos cabelos, enfim, mais um para os muitos que infelizmente estão perdidos no mesmo.

Seguimos na esperança de ver o R. mas não o encontramos, continuamos e estivemos com a M. que finalmente quis conversa um pouco connosco. Contou-nos que está no programa de metadona no CAT de Cedofeita mas continua agarrada à heroina, por isso esta semana vai falar com a assistente que a acompanha para a tentar internar e fazer desintoxicação à séria!
Entre alguma pouca à vontade por o companheiro estar por perto e ouvir a conversa lá partimos.

Vimos o J.P. mais à frente, dormia profundamente, ressonava mesmo! deixamos o saco e descemos em direcção ao Z.C.

Acelarado, entre arrumar carros, cravar moedas e cigarros, dar indicações, falar com passa lá parou um bocado para falar connosco. Perguntamos-lhe pela I. porque não tinha aparecido no dia combinado para a levarmos à Metadona. Foi o mote para um churrrilho de palavrões, e o desespero de se abrir com alguem a falar mais alto.
"Não sei o que aquela mulher tem, mas apanhou-me mesmo..." Falou-nos um bocado da atribulada relação que tem com a I., das desconfianças, da falta de respeito dela por ele, da vontade dele em tirá-la da rua esquecendo-se de si próprio.
Falou-nos da M. e do V. de todas as confusões da sua relação, dos mau tratamento que o V. tem com a M. Falou-nos da P. e do P. que eles disse-lhe que estava a trabalhar no restaurante com a P.
Ficamos a conhecer todas as confusões que se vão passando por ali.

Foi dificil despedirmo-nos dele mas tinhamos de partir a conversa já ia longa. Animados com a relação finalmente estabelecida com o V e a M. e o Z.C. corremos ao encontro do sr A. para acabarmos a ronda em grande.

Não o vimos. Que estranho que é acabarmos a ronda sem o encontro com o sr A.

Partimos tristes com esta falta mas animados por a ronda ter corrido tão bem e termos conseguido coisas tão boas.

Acabamos a noite com a partilha que já é costume em mote de plateia quando na realidade estavamos só eu e o rui, ainda nos rimos por estarmos habituados a falar no geral e ontem só estarmos dois. Temos pena de não termos estado os seis na ronda, pois foi uma ronda especial, cheia, só com coisas boas no meio de tanta desgraça e tristeza com que nos deparamos todos os domingos.


Benedita

sábado, julho 28, 2007

Crónica das rondas de 17 e 24 de Junho (Areosa)

É 2-em-1 esta crónica, porque parecidas são sempre as rondas e o narrador é um só:

Das duas vezes fomos três, e em ambas veio o Sr. Z desde a partida como inspiração de simplicidade e energia.

Das duas vezes passámos pela casa da Dona A: na primeira não estava, e fomos à casa do M, que nos espreitou, envergonhado, do alto do colo da mãe; na segunda entrámos num bocado de boa conversa e vimos o M envaricelado, a dormir.

Como sempre, fomos também bater à porta da S: no 1º domingo conversámos, pintámos unhas e prometemos pregos e martelo pra pendurar fotografias; no 2º, em dia de S. João, batemos em vão com o martelo pois a S não estava, tinha ido visitar o filho ao hospital.

A seguir, das duas vezes, levámos o Sr. Z à porta de casa, onde nos ofereceu os habituais Obrigados e o Abraço sincero.

Passámos depois pelo prédio, onde na primeira vez uma tromba d’água nos surpeendeu: abrigados de improviso, o café com leite soube ainda melhor, tanto que até o R gostou. Na segunda semana encontrámos um novo conviva, o falador A: havemos de o conhecer melhor, mas temos que garantir que não monopoliza a conversa; é que nesse dia o R mal se ouviu e os discretos do costume falaram ainda menos.

Das duas vezes seguimos para a Areosa, onde a I nos recebeu duas vezes com simpatia e bom-humor; na 2ª, no S. João, a caneca de caldo verde ajudou à boa disposição.

Das duas vezes terminámos, como agora é habitual, junto do nosso amigo Sr. M, que nos recebeu com o seu sorriso alegre, nos falou do seu S. João e nos gozou ao seu melhor nível.

Vejo agora quão parecidas foram as duas rondas, e sei que as outras que não relatei foram tão iguais a estas, mas semana após semana sabe melhor o bocado dos nossos anfitriões que trazemos connosco. Nós é que agradecemos!

Pedro Pardinhas

quinta-feira, julho 26, 2007

Última ida à aldeia!!

Oi malta!

Esta é a última convocatória do ano! Eu sei, uma sensação de dever
cumprido, mas ao mesmo tempo a tristeza de abandonar os nossos
queridos "velhinhos". Não há motivo para preocupações, vamos deixa-los
mas apenas por um mesito.

Por isso há que aproveitar este fim-de-semana! Levem fato de banho e
comes e bebes para o almoço à beira-rio.

A hora de partida fica agendada para as 10h30, no sítio do costume.
P.f. evitem chegar atrasados.

Peço a todos que confirmem a presença/ausência nesta próxima ida.

Beijinhos e abraços,

Rui

quarta-feira, julho 25, 2007

Crónica da ronda de 22/7/2007 (Boavista)

Apesar de ser Verão a chuva parace que não quer ir embora, chovia torrencialmente e a ronda começou molhada, como diz o provérbio... Abençoada!!!

Começamos pelo Sr. R. que estava bem mais animado, mudou de ideias, cheio de exigências. Entre trocadilhos e diferentes linguas lá nos foi explicando o porquê de não querer ir para um lar. Tentamos convencê-lo a não desistir já, pois não sabe para onde vai e uma ajuda destas não pode ser recusada!

Despedimo-nos e partimos para a D. F. Não a vimos, segundo uma amiga tinha ido para Lisboa e o Sr. V. "lá para baixo"....

Seguimos à procura do Sr. Z. Mas com a chuva que teimava em não parar e o vento suspeitamos que não iria ser fácil de o encontrar! Dito e feito, não o vimos e seguimos para a boavista.

Estivemos com o Sr. G. que estava todo animado. Demos-lhe um chá quente para tentar aquece-lo da chuva e ele lá nos contou mais umas mezinhas caseiras e que já tinha ido à Caritas. Ficamos animadissimos por ele lá ter ido, vai ser uma ajuda e tanto para o Sr. G e a sua mulher. Despedimo-nos pedindo-lhe para ir para casa, com aquele tempo ainda ficava doente.

Encontramos mais à frente o R. Desanimado, com péssima cara, cada dia mais magro, todo molhado da chuva... Pediu-nos mais uma vez para o levarmos ao CAT. Lá combinamos pela quinta vez que o jorge estaria às oito da manhã no sitio do costume. Não quis mais conversas, combinou e seguiu na tentativa de mais uns trocos.

Partimos para a última paragem, não encontramos ninguem na rua e entaõ corremos para o nosso abrigo de última paragem com o sr A. Já estava de saída, já era tarde. Lá pusemos a conversa em dia e despedimo-nos.

Chegados ao CREU encharcados, agradecemos por mais uma noite de ronda.

Benedita

(Na segunda -feira, o Jorge voltou a tentar levar o R. ao CAT, mais uma vez ele não apareceu.)

Crónica da ronda de 22/7/2007 (Batalha)

Boas caríssimos!

Espero que esteja tudo bem com vocês e as vossas rondas.

A ronda passada, chuvosa, friorenta, passou-se bem...A companhia era boa e o polano era levar um bocado de companhia a quem visitamos.

Começamos pelo Sr. D.. A visita não foi muito longa porque ainda estavamos um pouco chateados pela sua atitude na semana que passou. Apesar de ter combinado connosco ir ter à Rua das Doze Casas para tentarmos resolver a situação em que se encontra e ter mostrado interesse em, e passo a citar, "mudar de vida", não apareceu. O Sr D. que encontramos já estava com outra atitude, que não ia adiantar nada ir à segurança social... E pouco conversamos, ao contrário das semanas anteriores em que quase não conseguiamos falar porque era ele que monopolizava a conversa...

Seguiu-se o Sr. F. Encontramo-lo alegre e bem disposto, acompanhado pela sua pinguinha... a conversa foi dificil, ou melhor, a comunicação... Porque conversa não faltou! :) Continuamos a insistir com ele no sentido de ele cuidar melhor da sua higiene e pouco mais se falou.
Ontem a Manuela encontrou-se com ele e combinou que na próxima semana ele tomaria o seu banho e vestiria roupa lavada que lhe vamos levar. A ver vamos...

Depois andamos por novos locais onde esperavamos encontrar novas pessoas com quem falar e partilhar mas não encontramos ninguém.

Seguimos para Passos Manuel, onde conversamos com o Sr J. , que nos contou os seus planos de correr as romarias de Verão que se passam cá pelo Norte, ja que previa não ter trabalho em Agosto. Apesar de não se encontrar muitro bem da perna devido ao tempo, estava bem disposto e alegre.

Por fim dirigimo-nos ao Bairro do Aleixo, onde deixamos os sacos excedentários com o Sr. Fernando e seguimos para casa.


Boa semana para todos!

Paulo Silva

terça-feira, julho 24, 2007

Crónica da ronda de 22/07/2007 (6º trajecto)

A ronda começou com a habitual visita à Dona H. O ambiente em casa da Dona H. tem vindo a ficar cada vez mais tenso, mas nunca pensámos que pudesse chegar ao ponto de a própria se recusar a falar connosco. Estava deitada na cama, enviesada e pouco coberta, tinha os braços cruzados atrás da cabeça e a boca fechada. Para nossa aflição não disse uma única palavra. Ia respondendo com acenos da cabeça, mas pouco expressivos - e assim pouco comprometedores, talvez. A nossa presença é cada vez menos bem vinda ali, mas não por sua vontade. Tentaremos ajudar de outra maneira, a que lhe for menos prejudicial…
O Sr. V já dormia. Acordou sobressaltado, mas rapidamente compôs o sorriso e começou a conversa. Queixou-se de dores num pé bastante infectado, como fez questão de nos mostrar. Confirmei hoje que é um caso acompanhado pelos Médicos do Mundo, será, portanto, visitado ainda hoje. Continuámos para a ponte, mas não encontrámos o VP. Deixámos os sacos, para ele e para o amigo, e seguimos. Voltámos a encontrar o senhor que mais uma vez não acordou - deixamos sempre o saco, ignorando o que pensará daquele solitário gesto.
Voltámos a encontrar o Sr. JA e também o amigo que, apesar de já ter conseguido um quarto, ficou lá a fazer-lhe companhia, naquela noite. Disse-nos que continua a trabalhar e que no fim do mês terá dinheiro para ir para um quarto também.
A noite estava muito chuvosa e o vento também marcava presença. Talvez por isso o A já estivesse no seu lugar, abrigado. Agradeceu muito o cobertor que o Raul levou mas despachou-nos rapidamente. Percebemos depois que se preparava para consumir. Mais à frente, nos semáforos, estava o JA. Tinha a cara do desespero por um tratamento a metadona, com entrada o mais rapidamente possível. Demos-lhe os dados de quem sabemos poder ajudá-lo num CAT. Propus-me acompanhá-lo, mas como o encontro seria cedo, a vontade quase desapareceu, propondo o próprio ir sozinho. Muitas vezes o rosto contorcido e lacrimoso de mendigo convincente, transforma-se tão rapidamente que toda a astúcia se revela. Vamos levando uns truques no bolso, para perceberem que não precisam mentir para os ajudarmos – ainda que os ajudemos mesmo quando mentem.
O grupo que habitualmente finaliza a ronda apareceu em peso ao nosso encontro. Umas caras novas, outras de regresso, como o D que continua com o seu projecto jornalístico, recolhendo ainda alguns apoios para que nada falhe. Conversámos mais com o ZM, queixava-se que lhe tinham aumentado a dose de metadona e como isso lhe dava sono! Prometemos no próximo Domingo conversar mais com o A, que dorme com eles, mas só naquela noite apareceu ali.
Fomos ainda tentar uma nova paragem, mas só encontrámos cobertores. Deixámos o último saco e voltámos ao CREU enquanto comíamos os últimos pedaços da nossa confessa dependência (em formato tablete) que a Joana tão amavelmente levou.

João

quinta-feira, julho 19, 2007

Crónica da ronda de 15/7/2007 (Batalha)

Finalmente o domingo à noite voltou a ter um gosto especial! A oração em conjunto, o preparar os sacos, as conversas de chegada, a entrada sempre demorada para o carro.. tudo voltou a ter uma beleza especial! Da Ronda da Batalha apenas estávamos eu a São e o Paulo e com esta equipa formada lá partimos para junto do Sr D. Encontramo-lo em plena agitação enquanto montava a sua tenda. Deve ter sido o bom tempo que lhe deu inspiração para tanta conversa e teorias. Foi-nos mostrando a sua indignação com a polícia, a sua visão sobre os BI’s provando a sua falsidade por conterem mentiras, falou um pouco de que não tinha nem nunca teve pais.. uma série de desabafos que não passam de imaginação da sua parte. O Paulo ainda tentou explicar-lhe alguns factos incluindo a importância de um documento identificativo, mas a única coisa que conseguiu foi ver o Sr D bem exaltado e a fazer a sua voz valer.. Entretanto marcou-se para terça feira uma ida com ele à Segurança Social coisa que infelizmente apenas serviu para dar à São uma manhã de espera em vão!

Seguimos para o Sr F, que saudades! Estava a dormir e muito cansado. Acabamos por praticamente nem falar com ele pois pediu para ‘não levarmos a mal’ mas precisava repousar. Fiquei muito feliz por ele me ter reconhecido e saber exactamente onde tinha estado. A sua memória, pelo menos connosco, está cada vez melhor! É óptimo!

Visitamos o Sr J que nos contou das suas histórias do trabalho. Tem ido apenas 2 vezes por semana e ainda não lhe pagaram. Tendo em conta que já lá está quase há 1 mês e meio pelo menos, começa a ser preocupante.. Após um pouco de conversa lá nos despedimos até o próximo domingo.

Procuramos uns SA que nos falaram junto do viaduto na trindade. Pensamos ser um grupo que já conhecíamos mas que nunca paramos devido às carrinhas. Nessa procura encontramos um senhor onde apenas deixamos saco pois era tarde e já estava a dormir. Tentaremos abordá-lo numa próxima visita e mais cedo.

Fomos por fim ao Aleixo numa tentativa de encontrar o nosso querido P, infelizmente mais uma vez sem sucesso. Deixamos com o Sr Fernando os sacos que nos restavam e regressamos..

Boa semana para todos!
Manela Coelho

quinta-feira, julho 12, 2007

Ida à aldeia

Olá pessoal,

Esta semana temos "Aldeias". A partida está marcada para as 10h30 em frente à Igreja de N.ª Sr.ª de Fátima. Realizaremos "apenas" as habituais visitas aos nossos queridos velhinhos, o atribulado mês de Junho ja lá vai...
Agradeço a rápida confirmação da vossa presença/ausência nesta próxima ida.
Tragam calções e toalha, pode ser que o rio esteja em grande :) e não se esqueçam de algo para partilhar ao almoço.

Desejo a todos um bom final de semana!

Rui

terça-feira, julho 10, 2007

Crónica da ronda de 8/7/2007 (Boavista)

Noite com muito vento e algum frio, fazendo esquecer que já estamos no mês de Julho e que Portugal é um país do sul da Europa... Deve ser o aquecimento global à moda do Porto!


Começámos a nossa ronda pelo restaurante onde a P trabalha, mas infelizmente chegámos tarde e ela já tinha saído. O objectivo da visita era tentar perceber como correm as coisas com o P e com as filhas, uma vez que o tempo se está a esgotar e eles não mostram a estabilidade necessária para garantir a custódia das meninas.

A visita acabou por ser proveitosa, porque deu para falar com os patrões da P e saber as novidades. Eles, tal como nós, estão carregados de sentimentos contraditórios em relação ao caso. Se é verdade que querem ajudar a P a entrar nos eixos, assegurando dessa forma que as meninas ficam com os pais, também é verdade que lá no íntimo têm sérias dúvidas acerca das reais possibilidades de se conseguir criar um núcleo familiar saudável e harmonioso, que proporcione bem-estar às duas gémeas.

Da Boavista partimos para o Marquês, onde encontrámos o Sr. Z à porta de uma agência bancária. O esquema é sempre o mesmo, as caixas multibanco fechadas são bons refúgios e há sempre alguém que empresta a "chave da residência". Já deu para perceber que no meio de tantos bancos, a preferência do nosso Z vai para o Millennium... O Jorge Gabriel anda a fazer um bom trabalho de Marketing.
O próximo passo é tentar arranjar os contactos dos familiares do Sr. Z e da assistente social que o acompanha, para tentar dar um novo impulso a este caso complicado.

A caminho da Avenida da Boavista, parámos na D. F, que nos contou algumas novidades... O filho já está na prisão e na próxima semana vai a Elvas visitar os familiares. Contou-nos também que há um grupo de rapazes que anda a atemorizar a zona, dedicando-se a diversas "actividades", tais como queimar roupa a prostitutas, despejar extintores em cima de pessoas e atirar ovos à D. F.
Deu para ver que ela está com bastante medo...

Já na Boavista, visitámos o bem-disposto Sr. G, sempre cheio de vontade de nos ensinar mezinhas caseiras para combater maleitas diversas. Seguem-se as receitas do fim-se-semana:
- Em caso de doença, despejem pela cabeça abaixo 3 baldes de água do mar aquecida e com alecrim;
- Para combater um desgosto, coloquem-se de joelhos na areia virados para o mar, e mandem 3 ou 4 berros a plenos pulmões, de preferência recheados de palavrões... Vão ver que se vão sentir logo aliviados e prontos para outra.

Para o fim da ronda deixámos o Sr. A, que está com problemas com a EDP devido a uma eventual alteração do contador. Tal como das outras vezes em que os azares lhe bateram à porta, a boa disposição abandonou-o, dando lugar a alguma amargura e revolta. Acabámos a noite a orar por ele, para que a situação se resolva rapidamente...

Boa semana

Sérgio Costa

quinta-feira, julho 05, 2007

Crónica da ronda de 1/7/2007 (Boavista)

Como já se torna habitual a primeira paragem ocorreu antes das 22h. Fui visitar a P. ao restaurante. Ela continua bem e parece que mais entusiasmada com o trabalho que este Domingo era mais do que o normal. Gostei de ver o sorriso dela e a alegria com que se despediu de mim. Deu-me força para o resto da noite.

Já na oração estávamos poucos e os sacos pareciam estar à justa. No início estava apenas eu, o Rui e a Benedita.

Fomos até à D.F que nos contou ter estado uma semana internada no Hospital por causa dos diabetes e da falta dos medicamentos que por escassez de dinheiro juntada à sua casmurrice, acaba por não comprar nem tomar.

Este Domingo voltámos a encontrar o Sr.Z mas desta vez a conversa foi mesmo muito curta. Ele estava demasiado “alegre”, diga-se impróprio para conversas!

Ainda fomos ver se o Sr.R estava no mesmo sítio da semana passada mas apenas vimos os cobertores. Deixamos um saquinho para ele se lembrar que aos Domingos pode ter alguém com quem falar.

Já na outra ponta do nosso trajecto, com o Jorge que se juntou à equipa, encontramos o Sr.G que já está habituado à nossa presença ao Domingo. Desta vez a conversa não chegou a entrar pelas áureas e os seus conselhos para fazer desaparecer as doenças porque fomos abordados pela primeira vez pelo SP e o JP2 que por vezes também ficam (de passagem) por ali a tirar o lugar ao Sr. G mas tudo de uma forma pacífica. Pareceram-me que percebiam bem que o Sr.G apenas está ali porque precisa mesmo de sustentar a família.

Desta vez no ponto onde mais gente encontrámos só vimos o ZC e a I. Esta última fez-nos uma abordagem para comprarmos uns cinzeiros de lata, mas o ZC prontamente pediu para lhe darmos um saquinho porque ela precisava bastante. A conversa do CAT de Matosinhos surgiu quase que por instinto e as lágrimas de (possível) desespero nos olhos dela também. O Jorge combinou levá-los no dia seguinte ao CAT. Ela estava cheia de vontade e o ZC disse que ía se ela fosse. Ela combinou ficar ali a dormir, mas... (no dia seguinte quando o Jorge chegou... “Meninos, ela não apareceu, procurei nos dois edificios, e como vi, o que me pareceu ser, o "estaminé" do ZC , e não havia sinais deles, tal como combinado vim embora às 8:20. Fica para a próxima. Jorge”.

A última paragem foi no shopping com o Sr.A. Como já estava a fechar o chá prolongou-se até cá fora sempre com as piadas do Sr.A a tornar o fim de noite mais alegre.

Chegamos ao CREU e fizemos uma reflexão da noite em conjunto com a 6ª ronda. É sempre bom partilhar a alegria de uma noite.


Boa semana

Joana Gomes

quinta-feira, junho 28, 2007

Crónica da ronda de 17/06/2007 (Santa Catarina)

Éramos quatro: eu, a Marta, o Pedro e o Luís. O Vasco continuava ausente pela pressão da época de exames e a Carla sentia-se muito cansada. Com a “deixa” sobre a especificidade do Amor segundo a especificidade de cada Ser e após uma ronda anterior complicada (com reacções pouco agradáveis sobre a questão dos sacos…) seguimos para a baixa, entre as intensas rajadas de chuva que se faziam sentir nessa noite…

Aguardando-nos muito amavelmente no r/ch, a D.E. e o Sr. F. já nos esperavam de porta aberta para que entrássemos rápido e não nos molhássemos ainda mais (um mimo muito simples mas muito significativo!). Calminhos, brincalhões e bem dispostos, falaram sobre a chuva, o S. João que se aproximava (sardinhas e farturas para a gulosa da D.E.!), o filho D. e o seu novo trabalho, as obras ao lado, a assistente incontactável, o joelho do Sr. F, e o “Franguinhas” (um cão peluche que oferecemos e que… não tem franjas! ehehe), sempre ao som incessante da chuva, lá fora…

Mal surgiu uma aberta leve (aliás, não tão leve quanto pensámos… mas enfim), despedimo-nos e corremos para o carro, enquanto o Pedro ainda foi espreitar se estava alguém na loja C. Mais uma vez vazia, resolvemos aquecemo-nos no interior do carro e seguir para a B., que nos esperava bem… molhada.

Torrencialmente parece uma palavra curta para qualificar o modo como chovia! Felizmente um conjunto de toldos já montados na B. para o S. João criavam uma espécie de “casca de tecido vermelho” que recolhia a água sobre nós e a deixava cair em força, num ritmo repetitivo e som engraçado, enquanto nos albergava no seu interior. Íamos algo receosos com a questão dos sacos mas tudo acabou por correr com pacificidade e entendimento, muito em parte graças à chuva que facilitou a calma e concentração no “momento da explicação”. Em conjuntos de grupos os nossos amigos foram chegando e ficando, ocorrendo (mais uma vez devido à chuva) simpáticos tempos e conversas que nem sempre são possíveis… Entre a resmunguice calma do Sr. A. e do Sr. A., o abraço ao I. e M., a conversa com R. e sobre o U., etc… tivemos a feliz oportunidade de conversar imenso tempo com o J. e com a D.E., no final já em grupos de dois para um (a Marta e o Luis com o J,; eu e o P. com a D.E.). Penso que estas duas conversas (que sem chuva até poderiam não ter acontecido!) foram muito importantes para ajudarmos melhor, além do conjunto de importantes acontecimentos semanais que acabaram por surgir da conversa com o J. (obrigada Luís!).

O E. e o Z.M. acabaram por não aparecer (como combinado) mas conheci o tão falado D., que não só “matou saudades” do Pedro, como nos colocou mais a par da situação actual dele e da D.E. Estaremos atentos… (para já acordámos passar a parar perto da sua pensão em vez do encontro na B). Devido à chuva demos boleia até casa à D. E., despedindo-nos com um peluche (desta vez uma galinha) - por ela escolhido - que a deixou imensamente satisfeita!

Seguimos para o encontro com P. e F. (que estava muito fofa com o seu pijaminha rosa!) a quem entregámos o perfume, gel corporal e champô pedidos; rimos com a “faltinha de jeito” do Luís ao partir a tampa de uma das embalagens (tssss tssss!); e ficámos contentes (mais uma vez) com o alegre olhar de receber um peluche (foi a semana dos peluches!), ainda por cima condizente com o pijama! O trabalho, as chatices com o colega, as necessidades de utensílios para a cozinha, a visita dos filhos, etc… foram outros pontos da conversa.

E pouco depois a ronda terminava, ainda debaixo de uma chuva torrencial “fora de época”, que nos molhou mas que não intimidou, possibilitando simpáticos contactos, diferentes modos de estar e curiosa boa disposição sobre o insólito clima em vésperas do verão… “chovia muito e até tínhamos bolo rei e havia luzes de enfeite na baixa, como se… fosse Natal, afinal”…

Beijinhos grandes, Raquel

Crónica de 3/06/2007 (Santa Catarina)

Na noite dessa ronda começámos por ser três: eu, o Luís e a Ana. Depois da azáfama dos sacos e de termos essa tarefa concluída, a Ana seguiu num carro diferente do nosso para poder vir embora mais cedo, já que teria um exame no dia seguinte. Em dois carros rumámos até à casa velha, onde habitualmente nos encontramos com os queridos D.E. e S. F.

Felizmente estavam bem dispostos (o que nem sempre acontece) e parte da conversa foi feita de histórias sobre a situação na casa velha (que deixam o Sr.F. sempre incomodado…), a consulta com a assistente social (que não aconteceu), a possibilidade de mudança futura (na qual o filho D. está a ajudar), e as habituais mimadices da D.E., com os desabafos mais ou menos comuns da semana, as reclamações irrelevantes sobre o sacos e as “semi-verdades” dela (que mais não são que o resultado da forma como vê e interpreta o mundo…).

Depois desta paragem confirmámos a não presença de pessoas na loja C., a Ana deixou-nos e nós seguimos para a B., inesperadamente muito vazia. Esta rara reduzida afluência de pessoas possibilitou-nos tempo e espaço para mais tranquilos “só estar” com aqueles que foram aparecendo; e foi bom constatar que tinham sentido a nossa falta no domingo anterior, pela impossível penetração na multidão que inundou a baixa por causa da vitória do FCP… Estivemos com o I. (e a sua conversa sempre rápida, entre aquele olhar jovem mas triste), com o R. (e os constantes abraços para o Pedro que não estava presente), a D. E e o seu cunhado T. (com as histórias de quem vive preocupada com a gravidez, os problemas de saúde, a casa, um trabalho…) e o Sr. J. (com quem passámos um grande bocado rindo e ouvindo as novidades sobre o tratamento, consumos, namorada, desencontros, mudanças de vida, …). Sem chá nem café outros foram aparecendo, estando e levando o saquinho, entre dedos de conversa mais pontuais.

Passava já da meia-noite quando nos dirigimos para a última paragem, a F. e o P., que foi muito boa porque os encontrámos super bem dispostos e alegres! Entre novidades semanais e os temas mais sérios que sempre ocorrem (diabetes, chatices com alguns hóspedes barulhentos, possível “gerência” da pensão onde estavam …), brincámos sobre alguns assuntos (como o gel perfumado para o corpo dela ou as “pessoas dificilmente contactáveis via telémovel” – eu!) e estivemos em afectiva partilha todos junto!

Voltámos para o carro, já destinados ao regresso a casa. Tinha-nos sobrado imenso pão pelo que decidimos dividi-lo com a intenção de congelar para a ronda/oportunidade seguinte (grande parte dele foi entregue no Aleixo ao longo dessa semana, em sacos com água, 1 peça de fruta e sandes de queijo/ fiambre).

Juntos, e já parados no carro, falámos sobre “oração” e orámos… como nos pareceu fazer mais sentido, pensado com a voz em diferentes pessoas e situações que temos no coração.


Beijinhos para todos

Raquel

Ida à Aldeia - 30 de Junho (festa da Catequese) Todas as pessoas do FAS estão convidadas!

Olá pessoal,
Esta semana, para não variar em Junho, temos "Aldeias". Esta será a última das 4 idas seguidas, para semana é sábado livre :)

Esta ida é aberta a todos, por isso se sempre quiseram conhecer o que se faz nas aldeias venham, vai ser muito bom :) (basta avisarem o Rui)

Vamos almoçar o almoço que as catequistas nos preparão (para o qual queremos dar-lhes um n. concreto de pessoas) e para o qual apenas temos de levar bebidas, que proponho compremos no sábado de manhã de forma a não levarmos bebidas a mais.

A partida está marcada para as 10h30 em frente à Igreja de N.ª Sr.ª de Fátima.


Agradeço a rápida resposta a este e-mail no sentido de confirmarem a vossa presença/ausência nesta próxima ida. Tragam calções e toalha, o rio é o local da festa :)
roupa velha para a batalha de esponjas coloridas (branca) e tachos para fazer barulho.
Já temos as tintas, a São está a tratar das esponjas, falta comprar as gomas e arranjar os rolos fotograficos.

Desejo a todos um bom final de semana!
Jorge
(Respondam por favor para o Rui)

terça-feira, junho 26, 2007

Crónica da ronda de 24/06/2007 (6º trajecto + Bonfim)

Partimos eu e o Raúl para casa da D. H. Atendeu-nos o D dizendo que a D. H dormia. Tinha tido uma tarde de emoções fortes e precisava de descansar (faria provavelmente 1 mês da morte da filha). Respeitámos o pedido e voltámos ao carro.
Procurámos o J perto do Teatro como combinado, mas não apareceu. Nem havia cobertores nos degraus. Procurámos também o Sr. V mas não o vimos, apenas cobertores. Nem o grupo de Ced. apareceu, apesar de termos esperado alguns minutos... Aproveitámos o tempo e a necessidade de distribuir a comida para improvisar uma ronda de pesquisa que frutuosamente resultou em distribuirmos 6 sacos a novos sem-abrigo. Apontámos nomes e locais. No próximo Domingo teremos novas paragens a distribuir pelas duas rondas.

João

segunda-feira, junho 25, 2007

Crónica da ronda de 24/06/2007 (Boavista)

Uma ronda mais do que especial, dia de S. João. Poucos mas cheios de vontade e garra, lá enchemos os sacos e partimos.

Primeira paragem, de volta ao cantinho do nosso sr B. mas desta vez com uma cara nova, o Sr. R. triste, só, cheio de dores (com problemas da prastata como nos disse) lá nos contou um pouco da sua vida.É de Estarreja, já cá está à muito tempo, um Sr. muito viajado, Espanha, França, África, alguns dos sitios onde foi passando. Despedimo-nos do Sr. R. que nos desejo "mucha suerte e mucha saude!".

Partimos para a nossa mítica D. F. que ainda deve andar nos festejos de S. João pois não a encontramos, deixamos o saco e o leão ficou a tomar conta dele.

Demos a volta ao lima cinco à procura do novo caso de que a Carla nos tinha falado, mas não encontramos.

Descemos a constituição na esperança de encontrar o Sr. Z. que já não vemos à algum tempo, mas ñem sinal dele.

Partimos em encontro do Sr. G., o R. não estava por ali por isso ficamos um pouco á conversa com o Sr. G. Lá nos falou das aureas e das doenças que entram pelos pés e aconselhou um alguidar com água quente, leite e lixivia, os pés em repouso dentro deste banho e as doenças desapareciam!

Despedimo-nos dificilmente pois a conversa com o Sr. G. estende-se sempre. Subimos e lá encontramos o R. Cansado, cheio de dores nos pés das andanças do S. João, lá nos pediu para ir ao CAT. O Jorge lá combinou, pela quarta vez, às oito da manhã no sitio do costume.

De poucas falas e com a ida ao CAT combinada lá partimos.

Encontramos o P. que mal nos viu pediu-nos para ir ao CAT, disse que na última segunda não tinha encontrado a M. e que por isso acabou por não ir.... Lá se combinou também para amanhã a ida ao CAT, disse-nos que todos têm ido menos ele e que assim não era vida! Despedimo-nos desejando-lhe boa sorte.

Demos a volta e encontramos um novo caso o A. Não quis grande conversa, agradeceu o saco e o chá e partiu.

Para acabar a ronda em beleza fomos ter com o grande A. Animadissimo e inspiradissimo fez-nos rir imenso e contou-nos a suas aventuras com os "cocós", os filhos!!!! Um deles continua no curso e animado com um possivel trabalho e o outro tem sarna e por isso anda a fazer tratamentos e exames. Explicamos que era altamente contagioso e que deveria tomar cuidado.

Á chegada ao CREU ainda passamos no sitio onde a M. dorme mas não se esncontrava lá. Esperamos que tenha ido na quarta à metadona.

Boa Semana

Benedita

*

Segunda, 25 de Junho:

"Olá a todos, aqui vão as noticias resultando da ronda de ontem:

O P. dormiu sem nada junto ao J. P. (quando o acordei até pensei que o JP quisesse vir tb!) foi comigo ao CAT, ele deverá começar a tomar a metadona na 4a. Está animado e até pediu comprovativo para mostrar à mãe. Na 4a ele deve ir em jejum e a ressacar e entrará na metadona. Correu tudo bem.
O R. não apareceu (mais uma vez) nem no local combinado, nem no local de pernoita.... Será que será 5a de vez?
A M. está no Programa Metas, desde a 4a passada, está lavada e muito diferente, ela era conhecida por toda a gente porque era uma das mais conhecidas capeadoras do Aleixo! Era conhecida por G. Torre Um! A má noticia é que ela é Seropositiva....

Um abraço a todos, muita força,
Jorge"

Crónica da ronda de 17/06/2007 (Batalha)

Manela e Luís… Esta crónica é um pouco mais vossa, pois sei que acompanhar os nossos amigos noite após noite, nem que seja à distância é um passo para a proximidade. O tempo pareceu não nos dar tréguas, mas não foi isso que nos impediu de prosseguir.

A nossa primeira e habitual paragem – o Sr. D. que desta vez foi um misto com o Sr. M.! Misto por assim dizer… A Inês e o Paulo junto do nosso brincalhão Sr. D…. Sabem aquele artista que não muda a sua maneira de ser? :) Pois é, continua exactamente igual! A proximidade e a necessidade de um ombro mais do que amigo é o que realmente o preocupa. Tudo o resto parece ser supérfulo, pois a ideia de que o sexo feminino lhe resolve a solidão é uma constante – imaginem que perguntou à Inês se não pensava nele enquanto estudava :D Pois, mas mesmo com tudo isto a conclusão é que apesar de tudo gosta de nossa companhia! Eu e São estivemos com o Sr. M. que nos contou mais algumas aventuras da sua semana… Manela as tuas cerejas continuam no frigorifico, porque há que poupar, ihihihih, aconselhamos a come-las rapidamente senão haverá desilusões relativamente ao seu estado! Ficou a promessa de um novo encontro na próxima semana.

Partimos “debaixo de chuva” para encontrar o M., S. e todo um conjunto de amigos que nos aguardavam para conversar um pouco! Tudo parece estar a correr bem com o M. Já o S. continua o mesmo de sempre, fala tanto que saímos de lá com a vontade de não ouvir ninguém nas próximas 24h :D O que lhe vale é que está com o Sr. A. que tem sido mais do que um irmão para todos eles – é muito importante que haja pessoas assim. Estivemos a conversar um pouco com um rapaz que tem um problema de pele que nos contou algumas experiências de vida e a forma como lida com elas. O Sr. dos versos também deu o ar da sua graça :) foi uma noite bem molhada, mas calorosa. Ah, para não esquecer deixamos as calças que a Manela deixou para o M., parece que lhe devem servir na perfeição!

Com mais uns bons litros de água seguimos rumo ao Sr. F. que estava um pouco “woooo” a cair para lá e para cá… Mas lá tivemos o cuidado de o encostar um pouco. Desta vez o Paulo foi um espectáculo, levou-lhe um rádio… a alegria nos olhos daquele homem, de encantar. Falamos um pouco com o nosso amigo, falamos dos nossos elementos ausentes (ficou o espanto quanto ao período de ausência da Manela), das notícias e claro não faltaram os cumprimentos habituais a delicadeza e educação de sempre. Falamos sobre a necessidade de uma banhoca, de uma barba bem cortada para uma higiene cuidada… Será desta que o conseguimos convencer? Duvidamos, mas temos de tentar! Ficou a despedida até à semana seguinte e, claro, a nossa amiga chuva que continuou a acompanhar-nos.

O Sr. J.… ai o Sr. J. Bem já não sabemos o que pensar, mas contou-nos da falta de dinheiro para os transportes de segunda-feira para ir trabalhar para a Maia – diz ele que a sua mulher o levou para o vício :( De resto falamos dos companheiros habituais que assustam a nossa Inês e nos assustam também :D Quanto mais não seja pelo susto do susto dela :) De resto nada de mais, apenas prometemos para a semana levar uns peluches para a filhota.

Seguimos rumo ao Aleixo na expectativa de encontrar o P.… demos voltas e voltas e voltas e mais voltas, mas de nada adiantou porque dele nem sinais. Resolvemos deixar o nosso saco habitual a um rapaz que estava ali num jardim, sim porque pelo menos a ele devia fazer falta. E foi com mais chuva que regressamos a casa, porque afinal na ronda não fomos 4, mas 5 – eu, o Paulo, a São, a Inês e a Chuva que parece ter vindo para ficar.

Para o Luís fica o desejo de uma excelente viagem de finalistas e para ti Manelita um beijo grande e espero acima de tudo que possas relaxar e ser ainda mais do que já és entre nós – uma ajuda a pessoas que realmente precisam de carinho e atenção.

"Sem os outros, a vida, o amor e a felicidade não passam de utopia. Estamos todos interligados por uma infinidade de fios. Cada vida depende de outra e nenhum se desenvolve sem as outras." Phil Bosman

Sabina Martins

quinta-feira, junho 21, 2007

Ida à aldeia este sábado (23 Junho)

Olá pessoal,
Esta semana temos "Aldeias". A partida está marcada para as 10h30 em frente à Igreja de N.ª Sr.ª de Fátima.
Agradeço a rápida confirmação da vossa presença/ausência nesta próxima ida.
Tragam calções e toalha, pode ser que o rio esteja em grande :)
Vamos tentar voltar mais cedo cedo para irmos comemorar o S. João em grande!
Desejo a todos um bom final de semana!

Rui
(Respondam para o Rui)

segunda-feira, junho 18, 2007

Crónica do IPO (2/6/2007)

Esta Crónica vem com alguns bons dias de atraso e por isso, desde já, desculpo-me, mas realmente os dias andam complicados e não sei porquê o tempo teima em não esticar…

Neste sábado ao chegarmos, já não esperámos todos uns pelos outros à entrada, fomos entrando devagarinho, já conhecendo alguns cantos à casa já habituando os nossos passos ao caminho e à expectativa.

Na salinha de convívio não estava ninguém. É uma sensação contraditória, por um lado, que bom que é não termos companhia, é sinal que podem estar em casa, por outro sabe bem chegar e ter a quem dar um mimo, com quem jogar.

Desta vez parecia que ia ser uma tarde mais parada.

Começamos a percorrer o corredor à procura de caras novas, ou já conhecidas a precisarem de uma boa gargalhada ou só de companhia. Afinal estavam todos, ou quase todos na sala de vídeo a divertirem-se com um show de “wrestling”. Dois ainda estavam no quarto numa verdadeira competição cerrada de corridas de carros com os pais, que não têm hipótese nenhuma já que se tratam de verdadeiros craques.

Fomos visitar a M. que ainda está no internamento e por isso só podemos cumprimentar da beira da porta. É uma alegria só aquela criança, sempre actualizada nos episódios da Floribella, consegue fazer rir quem lá passa e é uma ternura só ver a cumplicidade daquela mãe e daquela filha. Não há palavras que expliquem, só mesmo vendo os carinhos e os olhares que vão trocando.

Ultimamente tenho sentido que somos um grande apoio para os pais. Principalmente para os que passam 24h por dia com os filhos é tão bom poderem afastar-se uns 5 metros para respirar. As necessidades destas crianças sugam-lhes toda a energia. Dão tudo o que têm sem reservas e sem tempo de recarregar baterias. E por vezes, no gesto simples de ficarmos com uma criança só enquanto o pai ou a mãe vai lanchar, está o mais que podemos fazer por aquela pessoa.

Acabamos a divertir-nos com o jogo do euro, a comprar e a vender países, com o J. e o F. a ganharem tudo, já que são verdadeiros profissionais.

Ana Sampaio

quinta-feira, junho 14, 2007

Caminhada na montanha!

Olá,

Este fim-de-semana vamos realizar uma caminhada por terras do Marão, organização partilhada entre a Actijoves e o FASRondas.

Esta iniciativa insere-se no contexto da vertente de voluntariado das Aldeias, mas a participação encontra-se aberta a todos os membros do FAS . Será uma oportunidade única para conhecer de perto o nosso terreno de acção.

A caminhada estender-se-á ao longo do dia, tendo início às 10h e terminus às 15h30. No decorrer desta estão agendadas: a passagem por alguns sítios estratégicos, uma paragem mais prolongada para almoço e a realização de alguns actividades, nomeadamente, no final com alguns jogos na piscina.

Peço a todos os interessados que comunicam da sua disponibilidade para participar nesta caminhada.

Avisos aos participantes:

1. Encontramo-nos às 8h30 em frente à Igreja N.S. de Fátima.

2. Levem roupa desportiva e calçado adequado para uma caminhada, fatos de banho para a actividade final na piscina e algo para partilhar ao almoço.

3. Podem responder-me para o e-mail: rmmota81@gmail.com ou telemóvel 936 020 206


Beijos e abraços,

Rui Mota