Olá a todos,
vamos no sábado às Aldeias, dia 21, às 10:30, no sítio do costume (frente à Igreja NS Fatima).
Eu, a Teresa, o Rui, a Joana Rocha e o João estamos já confirmados. O Nuno e a Luísa não podem ir.
Aguardo mais respostas de disponibilidade, positivas ou não.
Falta saber da São, Tiago, Mónica (já poderás ir?) e Maria (será o regresso em grande?).
Quem não for, avise com antecedência, por favor.
Não se esqueçam do almoço para partilharmos.
Devemos levar já desta vez novas pessoas, por isso é importante irmos bastantes.
Bom trabalho, um abraço a todos e até 5a.
Jorge
Famílias, Aldeias e Sem Abrigo estas são as nossas áreas de acção. Um grupo de jovens do Porto, que no CREU têm uma casa, lançam mãos aos desafios que lhes surgem.
segunda-feira, outubro 16, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
Reportagem RTP
A reportagem que a RTP fez connosco sobre os sem-abrigo vai para o ar no dia 18 de Outubro, 4ªfeira, às 21h na RTP1!
terça-feira, outubro 10, 2006
Crónica da ronda de 8/10/2006 (Areosa)
No Domingo tivemos mais dois elementos novos. No anterior já tínhamos tido um. É sempre muito bom quando há adesões de pessoas, que procuram uma forma de exercer voluntariado, se identificam connosco e se juntam a nós!
Para o nosso percurso, saímos eu a Maria, a D. S. e o sr. J. A primeira paragem é a mais confortável: Em casa da D. S. Como combinado na passada semana, tivemos a nossa sessão de ginástica, orientada pela D. S. Ela tinha ficado de treinar durante a semana. São recomendações médicas, que lhe custa cumprir, mas que a animam muito quando vence aquela preguiça inicial. A D. S. está sempre preocupada com as pequenas cobras que lhe aparecem no quintal e em casa. Na realidade, aquela casa com mau tempo não tem condições nenhumas. Lamentou-se de lhe terem interrompido aquele tratamento que a levava todos os dias ao hospital e a conviver com outras pessoas. Tem-se sentido só, desanimada e pior das suas maleitas, claro está.
Levámos o sr. J. a casa, sempre a agradecer-nos o incómodo. Ainda passámos no clube de vídeo, mas nada. Seguimos, então, para o prédio abandonado.
O prédio depois de ter sido entaipado e revestido com uma rede, passou a ter dois vigilantes em permanência. Os nossos amigos é que tiveram que o abandonar: Já lá não está ninguém a “viver”; O prédio vai ser reconstruído. No entanto e como tinha ficado assente na semana passada, lá estava o sr. J. M. com um amigo, no local habitual. O amigo é de origem de leste, mas já não está no seu país há 15 anos. É muito simpático e disponibiliza-se para fazer uns biscates relacionados com pintura de construção civil. Estivemos um tempo a falar sobre actualidades e a vida de cada um deles. O sr. J. M., continua muito animado e encaminhado no tratamento.
Na rotunda pegámos no sr. M. e partimos à procura do sr. J e da D. I. O sr. M. tem sido impecável: Custa-lhe um bocado a levantar-se (já deviam ser 00:30h), mas vem connosco, sempre, de muito bom grado. Ele tem um coração enorme. Vê-se mesmo que é óptima pessoa. Sinal disso é tanta gente o conhecer e gostar tanto dele.
O sr. J. não reagiu ao nosso chamamento: Pelo que diz o sr. M., é propositado. A D. I. ainda não estava recolhida. Cheia de esquemas, lá tomou o café com leite comigo e com o sr. M. Para desviar as atenções começou a falar do sr. M. e de como ele estava mudado: Desde que a Joana deixou de fazer as rondas que ele deixou de beber tanto; Tem tomado é muitos cafés, o que não lhe faz nada bem, até porque nunca foi seu hábito.
A ronda acabou em frente à casa da Maria, com um Pai Nosso.
Todos os nossos amigos (como tu dizes, Daniel), mandam imensas saudades para a Joana e o Daniel, ansiando pelo seu regresso no Natal.
Um abraço.
Para o nosso percurso, saímos eu a Maria, a D. S. e o sr. J. A primeira paragem é a mais confortável: Em casa da D. S. Como combinado na passada semana, tivemos a nossa sessão de ginástica, orientada pela D. S. Ela tinha ficado de treinar durante a semana. São recomendações médicas, que lhe custa cumprir, mas que a animam muito quando vence aquela preguiça inicial. A D. S. está sempre preocupada com as pequenas cobras que lhe aparecem no quintal e em casa. Na realidade, aquela casa com mau tempo não tem condições nenhumas. Lamentou-se de lhe terem interrompido aquele tratamento que a levava todos os dias ao hospital e a conviver com outras pessoas. Tem-se sentido só, desanimada e pior das suas maleitas, claro está.
Levámos o sr. J. a casa, sempre a agradecer-nos o incómodo. Ainda passámos no clube de vídeo, mas nada. Seguimos, então, para o prédio abandonado.
O prédio depois de ter sido entaipado e revestido com uma rede, passou a ter dois vigilantes em permanência. Os nossos amigos é que tiveram que o abandonar: Já lá não está ninguém a “viver”; O prédio vai ser reconstruído. No entanto e como tinha ficado assente na semana passada, lá estava o sr. J. M. com um amigo, no local habitual. O amigo é de origem de leste, mas já não está no seu país há 15 anos. É muito simpático e disponibiliza-se para fazer uns biscates relacionados com pintura de construção civil. Estivemos um tempo a falar sobre actualidades e a vida de cada um deles. O sr. J. M., continua muito animado e encaminhado no tratamento.
Na rotunda pegámos no sr. M. e partimos à procura do sr. J e da D. I. O sr. M. tem sido impecável: Custa-lhe um bocado a levantar-se (já deviam ser 00:30h), mas vem connosco, sempre, de muito bom grado. Ele tem um coração enorme. Vê-se mesmo que é óptima pessoa. Sinal disso é tanta gente o conhecer e gostar tanto dele.
O sr. J. não reagiu ao nosso chamamento: Pelo que diz o sr. M., é propositado. A D. I. ainda não estava recolhida. Cheia de esquemas, lá tomou o café com leite comigo e com o sr. M. Para desviar as atenções começou a falar do sr. M. e de como ele estava mudado: Desde que a Joana deixou de fazer as rondas que ele deixou de beber tanto; Tem tomado é muitos cafés, o que não lhe faz nada bem, até porque nunca foi seu hábito.
A ronda acabou em frente à casa da Maria, com um Pai Nosso.
Todos os nossos amigos (como tu dizes, Daniel), mandam imensas saudades para a Joana e o Daniel, ansiando pelo seu regresso no Natal.
Um abraço.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Crónica da Ronda da Boavista (08/10/2006)
Partimos bem cedo desta vez, ainda não passava das 22h20, em direcção à família Quaresma. No carro seguiam a Benedita, a Joana e eu. Mal chegamos fomos logo “confrontados” com os muitos problemas de saúde que afectam a D. F, propusemo-nos a ajuda-la no caso de a “carrinha amarela” falhar com a entrega de medicamentos. Nem o Sr. M nem o Sr. VQ estavam por lá. Descemos então a Constituição rumo à Boavista, tendo encontrado pelo caminho o Sr. Z, lá lhe demos o saco e trocamos umas palavras de ocasião. Depois de uma tentativa falhada de ir à Boavista, fomos ter com o M, já há muito desaparecido, pelo que aproveitamos a oportunidade para falar com algumas pessoas no sentido de obter alguma informação dele. Como sempre não faltaram respostas, desde um possível internamento hospitalar até a uma cura para desintoxicação, para não falar na improvável morte (o que nos custa muito a crer). Por ultimo regressamos à Boavista, conversamos com o Sr. V; este estava também adoentado, com uma irritação na garganta, contudo não se negou a uma conversazinha. Por ultimo a “figura”: o SR. A. É sempre um prazer falar com ele, perceber que a situação não anda fácil para todos, o que se nota logo nos poucos trocos que faz a arrumar uns carros. Tentámos ainda encontrar o JP, mas ainda era cedo para ele estar por lá. Regressámos ao Creu, fizemos a oração e partimos para casa com um sorriso nos lábios. É óptimo quando as coisas correm bem!
Rui Mota
Rui Mota
quinta-feira, outubro 05, 2006
Aldeia - Partida este Sábado (07/10) - 10:30h
Olá a todos, vamos no sábado às Aldeias, dia 7, às 10:30, no sítio do costume (frente à Igreja NS Fatima).
Excepcionalmente, vai haver um carro apenas que sairá às 9:30 pois temos reunião com o núcleo dinamizador que passou para a parte da manhã (às 10:30), as pessoas que vão neste grupo serão contactadas por mim.
As que não forem contactadas, o que será o caso da maioria das pessoas, partirão às 10:30.
Para já apenas a Mónica e a Joana Aguiar não podem ir.
Aguardo mais respostas de disponibilidade, positivas ou não.
Quem não for, avise por favor.
Não se esqueçam do almoço para partilharmos. Bom trabalho, um abraço a todos e até sábado.
Jorge
Excepcionalmente, vai haver um carro apenas que sairá às 9:30 pois temos reunião com o núcleo dinamizador que passou para a parte da manhã (às 10:30), as pessoas que vão neste grupo serão contactadas por mim.
As que não forem contactadas, o que será o caso da maioria das pessoas, partirão às 10:30.
Para já apenas a Mónica e a Joana Aguiar não podem ir.
Aguardo mais respostas de disponibilidade, positivas ou não.
Quem não for, avise por favor.
Não se esqueçam do almoço para partilharmos. Bom trabalho, um abraço a todos e até sábado.
Jorge
actualizações
Foram actualizados os textos de apresentação do FAS - clicar em "[ver mais...]" na secção "Quem somos?", na coluna da direita. A página de contactos foi também renovada. Passem pela secção das leituras, tem uma nova entrada sugerida pela Francisca Paupério.
Crónica da Ronda de 1/10/2006 (Boavista)
Estávamos poucos e a “equipa” apesar de estar quase completa partiu apenas comigo, com a Benedita e o Rui.
A estratégia do Rui de começar pelo Bom Sucesso não deu grande resultado porque não encontramos ninguém. Seguimos logo para a família Q. onde fomos encontrar a D.F e o Sr. V. a jogar uma sueca. Enquanto se queixava das carrinhas de todas as cores e feitios o Sr.V. foi buscar a sua nova aquisição. Mais um cão para juntar aos 3 que já tinham. Já é a terceira semana que não encontrámos por lá o Sr.M., é o que faz dar futebol na televisão ao Domingo à noite;)
Novamente não encontrámos o M. no Foco, nem o J.P e o Z.F. no Convívio. Quem estava a chegar ao Bom Sucesso era o alegre Sr.A. que lá continua a fazer tudo o que pode para sustentar os filhos já crescidos.
A caminho do CREU passámos pelo Sr.V, mas o seu sono profundo fez-nos hesitar e resolvemos deixá-lo descansar.
A ronda acabou cedo o que nos fez pensar nos casos que perdemos e na pouca gente que agora vemos aos Domingos. Esperámos que todos estejam melhor do que estavam antes.
Beijinhos e boa semana para todos os elementos FAS.
Joana Gomes
A estratégia do Rui de começar pelo Bom Sucesso não deu grande resultado porque não encontramos ninguém. Seguimos logo para a família Q. onde fomos encontrar a D.F e o Sr. V. a jogar uma sueca. Enquanto se queixava das carrinhas de todas as cores e feitios o Sr.V. foi buscar a sua nova aquisição. Mais um cão para juntar aos 3 que já tinham. Já é a terceira semana que não encontrámos por lá o Sr.M., é o que faz dar futebol na televisão ao Domingo à noite;)
Novamente não encontrámos o M. no Foco, nem o J.P e o Z.F. no Convívio. Quem estava a chegar ao Bom Sucesso era o alegre Sr.A. que lá continua a fazer tudo o que pode para sustentar os filhos já crescidos.
A caminho do CREU passámos pelo Sr.V, mas o seu sono profundo fez-nos hesitar e resolvemos deixá-lo descansar.
A ronda acabou cedo o que nos fez pensar nos casos que perdemos e na pouca gente que agora vemos aos Domingos. Esperámos que todos estejam melhor do que estavam antes.
Beijinhos e boa semana para todos os elementos FAS.
Joana Gomes
Crónica da Ronda de 17/09/2006 (Boavista)
Depois de uma despedida emocionada e cheia de surpresas para o Daniel, juntou-se a nós o Padre Nuno para iniciarmos mais uma ronda.
Enquanto o Jorge fazia uma breve descrição do grupo e dos casos especiais da nossa equipa ao elemento convidado que ouvia e opinava com grande interesse, fomos até ao Foco mas não vimos sinais do M.
Em direcção à família Q. passamos pelo Bom Sucesso mas desta vez o sucesso não foi bom porque também não encontrámos ninguém. No Lima 5 a D.F. lá nos esperava, como sempre, contando mais um pouco das suas histórias magníficas.
O Sr.A. com o seu sorriso característico falou das suas recordações dos tempos da guerra em África. Já em Júlio Dinis tivemos um pouco à conversa com o Sr.V. Pouco depois chegou o Filipe e a Mafalda que nos substituíram por uns minutos enquanto fomos tentar encontrar o M. Queríamos saber noticias dos seus hematomas mas não o encontrámos.
Seguimos então para o Aleixo. O ambiente estava muito calmo para o que é normal e pela primeira vez fui com eles até lá abaixo e conheci a B. Mexeu comigo. A beleza do seu rosto contrastava com a tristeza do seu olhar e foi com aquele sofrimento da sua cara como que a pedir ajuda, a pedir uma mudança rápida para a sua vida, que me deitei e rezei ... por ela.
Joana Gomes
Enquanto o Jorge fazia uma breve descrição do grupo e dos casos especiais da nossa equipa ao elemento convidado que ouvia e opinava com grande interesse, fomos até ao Foco mas não vimos sinais do M.
Em direcção à família Q. passamos pelo Bom Sucesso mas desta vez o sucesso não foi bom porque também não encontrámos ninguém. No Lima 5 a D.F. lá nos esperava, como sempre, contando mais um pouco das suas histórias magníficas.
O Sr.A. com o seu sorriso característico falou das suas recordações dos tempos da guerra em África. Já em Júlio Dinis tivemos um pouco à conversa com o Sr.V. Pouco depois chegou o Filipe e a Mafalda que nos substituíram por uns minutos enquanto fomos tentar encontrar o M. Queríamos saber noticias dos seus hematomas mas não o encontrámos.
Seguimos então para o Aleixo. O ambiente estava muito calmo para o que é normal e pela primeira vez fui com eles até lá abaixo e conheci a B. Mexeu comigo. A beleza do seu rosto contrastava com a tristeza do seu olhar e foi com aquele sofrimento da sua cara como que a pedir ajuda, a pedir uma mudança rápida para a sua vida, que me deitei e rezei ... por ela.
Joana Gomes
quarta-feira, outubro 04, 2006
Crónica da ronda de 1/10/2006 (6º trajecto)
No último reduto dos nossos visitados havia descontração e sorrisos - que achamos sempre tão improváveis: é a surpresa confirmada constante, nestas noites.
O J agradeceu muito a certidão e ficou atrapalhado pelo peso da responsabilidade de ter agora que tirar o BI sozinho - sem que o disséssemos assim o assumiu, para nossa satisfação. Por coincidência, naquele dia mundial da música mostrou-nos desenhos de guitarras, verdadeiras obras de arte - algum dia as concretizará, pensei com orgulho.
A D continuava animada, quando a "alegria" é moderada o sentido de humor é verdadeiro e eficaz: demos boas risadas às suas custas. O Sr JA e o Sr F também riram, cúmplices. Este último continua a saga das entrevistas, ora interrompidas ora restabelecidas, na rua Entreparedes. O seu jeito infantil é a face da carência afectiva, a pedir-nos sempre mais atenção, embora sem o dizer.
Houve ainda a visita de um familiar da D. Soubemos que dorme lá perto, terá visita na próxima ronda.
Já de saída rumo ao CREU encontrámos o Sr J muito bem acompanhado. O novo look - cabelo e barba rapados, abria-lhe o rosto, mostrava-no com vontade de finalmente mudar. Tem a perna quase curada, dizia de canadiana no ar.
No fim não pudemos senão agraceder o alento que eles próprios nos dão, uma espécie de equilíbrio da balança. E nestes movimentos ascendentes e descendentes, rápidos, lentos, caminhamos na cumplicidade e na fraternidade.
O J agradeceu muito a certidão e ficou atrapalhado pelo peso da responsabilidade de ter agora que tirar o BI sozinho - sem que o disséssemos assim o assumiu, para nossa satisfação. Por coincidência, naquele dia mundial da música mostrou-nos desenhos de guitarras, verdadeiras obras de arte - algum dia as concretizará, pensei com orgulho.
A D continuava animada, quando a "alegria" é moderada o sentido de humor é verdadeiro e eficaz: demos boas risadas às suas custas. O Sr JA e o Sr F também riram, cúmplices. Este último continua a saga das entrevistas, ora interrompidas ora restabelecidas, na rua Entreparedes. O seu jeito infantil é a face da carência afectiva, a pedir-nos sempre mais atenção, embora sem o dizer.
Houve ainda a visita de um familiar da D. Soubemos que dorme lá perto, terá visita na próxima ronda.
Já de saída rumo ao CREU encontrámos o Sr J muito bem acompanhado. O novo look - cabelo e barba rapados, abria-lhe o rosto, mostrava-no com vontade de finalmente mudar. Tem a perna quase curada, dizia de canadiana no ar.
No fim não pudemos senão agraceder o alento que eles próprios nos dão, uma espécie de equilíbrio da balança. E nestes movimentos ascendentes e descendentes, rápidos, lentos, caminhamos na cumplicidade e na fraternidade.
terça-feira, outubro 03, 2006
Crónica da Ronda de 1/10/2006 (Areosa)
Domingo, à hora do costume encontrámo-nos em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, para mais uma Ronda!
Desta vez o Sr. Z. não foi ter connosco, tinha apanhado chuva durante a tarde e, por isso, esperou por nós em casa da S. Não conversou muito como já é hábito, mas desta vez não quis boleia para casa, ia passear à baixa. A S. estava na cama quando lá chegámos e parecia desanimada mas, depois de dois dedos de conversa, prometeu-nos fazer um esforço para não passar a semana na cama e fazer ginástica connosco no próximo Domingo. Não se esqueçam do fato de treino…
Ao chegar ao prédio já o Sr. ZM estava à nossa espera… E com boas notícias! Já arranjou uma casa nova e ia a uma entrevista de emprego. O tratamento está a correr bem, tudo se encaminha. Que bom! A seguir apareceu o A., o J. e o Y. e com a ajuda de um cafézinho quente estivemos a conversar. As notícias não são as melhores: vão começar a demolição do prédio ainda esta semana e, apesar de alguns como o Sr. ZM já terem arranjado um sítio onde ficar, há outros, como o J., que ainda não sabem para onde ir, nem onde deixar as suas coisas. “Quem sabe uma casa em Vila do Conde…”, dizia o J. Combinámos encontrar-nos no próximo Domingo, à mesma hora, em frente ao prédio, para saber onde e como todos estão.
Na rotunda da Areosa, fomos ter com o Sr. M que está cada dia mais bem disposto e brincalhão. Levantou-se logo e veio passear connosco; fomos ter com a D. I e o Sr. J, que agora tem dormido na rua da D. I. O Sr. J não acordou, nem com o Sr. M a chamar por ele. A D. I estava bem acordada, ainda era cedo; contou-nos como foi a semana mas ficou por aí, não quer nem falar em sair dali… É pena… Na volta para o carro, com o Sr. M, ele quis saber dos nossos amigos, a Joaninha e o Dani, se já tinham dado notícias, como estavam, quando voltavam… Mandou beijinhos e abraços, já com saudades…
Aqui vão os nossos também, a caminho da Suíça e de Itália, beijinhos muito grandes para os dois… Nós cá vos esperamos!
Boa semana para todos e até Domingo!
Maria Manuel
Desta vez o Sr. Z. não foi ter connosco, tinha apanhado chuva durante a tarde e, por isso, esperou por nós em casa da S. Não conversou muito como já é hábito, mas desta vez não quis boleia para casa, ia passear à baixa. A S. estava na cama quando lá chegámos e parecia desanimada mas, depois de dois dedos de conversa, prometeu-nos fazer um esforço para não passar a semana na cama e fazer ginástica connosco no próximo Domingo. Não se esqueçam do fato de treino…
Ao chegar ao prédio já o Sr. ZM estava à nossa espera… E com boas notícias! Já arranjou uma casa nova e ia a uma entrevista de emprego. O tratamento está a correr bem, tudo se encaminha. Que bom! A seguir apareceu o A., o J. e o Y. e com a ajuda de um cafézinho quente estivemos a conversar. As notícias não são as melhores: vão começar a demolição do prédio ainda esta semana e, apesar de alguns como o Sr. ZM já terem arranjado um sítio onde ficar, há outros, como o J., que ainda não sabem para onde ir, nem onde deixar as suas coisas. “Quem sabe uma casa em Vila do Conde…”, dizia o J. Combinámos encontrar-nos no próximo Domingo, à mesma hora, em frente ao prédio, para saber onde e como todos estão.
Na rotunda da Areosa, fomos ter com o Sr. M que está cada dia mais bem disposto e brincalhão. Levantou-se logo e veio passear connosco; fomos ter com a D. I e o Sr. J, que agora tem dormido na rua da D. I. O Sr. J não acordou, nem com o Sr. M a chamar por ele. A D. I estava bem acordada, ainda era cedo; contou-nos como foi a semana mas ficou por aí, não quer nem falar em sair dali… É pena… Na volta para o carro, com o Sr. M, ele quis saber dos nossos amigos, a Joaninha e o Dani, se já tinham dado notícias, como estavam, quando voltavam… Mandou beijinhos e abraços, já com saudades…
Aqui vão os nossos também, a caminho da Suíça e de Itália, beijinhos muito grandes para os dois… Nós cá vos esperamos!
Boa semana para todos e até Domingo!
Maria Manuel
sexta-feira, setembro 29, 2006
UMA CRÓNICA DIFERENTE
Todas histórias começam geralmente por era uma vez e esta não vai ser excepção.
A acção passa-se há sensivelmente 4 anos atrás:
Era uma vez uma noite de domingo. Essa noite não foi, para mim, como as outras.
Foi marcada por duas pessoas extraordinárias, o Filipe, que eu já conhecia e cujo conhecimento fui aprofundando, graças ao facto de pertencer ao mesmo grupito "beato" de oração, a CBX-Marginal, e a Mafalda, sua amiga na época. Fomos fazer uma visita aos seus amigos nocturnos, que eu até então desconhecia.
A minha primeira reacção foi : "Jesus onde é que eu me estou a meter!" Mas depois pensei, a vida sem aventura não tem graça nenhuma por isso e à boa maneira portuense, siga a rusga.
Serve isto, para explicar, que sem a vontade destes dois "miúdos", o FASrondas, grupo de acção e voluntariado do CREU, não tinha sentido nem existido. Eles deram de facto o pontapé de saída.
A forma mudou, ficámos mais "profissionais", mas a essência, essa manteve-se combater a solidão dos "invasores da via pública" e afins.
Hoje, tudo mudou, e a vida do Filipe vai mudar radicalmente a partir de domingo: entrar na Companhia de Jesus.
Esta será certamente, a sua maior aposta, e que o irá acompanhar para o resto da sua vida e, desculpa o "mitranço" Filipe, das nossas vidas também.
Todos os que te conheceram não ficaram indiferentes à tua beleza interior, à tua alegria, à tua generosidade, à tua sensibilidade, e paramos por aqui porque senão ficas demasiado pavãozito e não é isso que se quer num futuro Senhor Padre da Companhia de Jesus.
Termino dizendo: Até já Filipe e obrigada por seres quem és-um AMIGO!
1 beijo e um abraço do tamanho do Mundo
Luísa Cardoso
A acção passa-se há sensivelmente 4 anos atrás:
Era uma vez uma noite de domingo. Essa noite não foi, para mim, como as outras.
Foi marcada por duas pessoas extraordinárias, o Filipe, que eu já conhecia e cujo conhecimento fui aprofundando, graças ao facto de pertencer ao mesmo grupito "beato" de oração, a CBX-Marginal, e a Mafalda, sua amiga na época. Fomos fazer uma visita aos seus amigos nocturnos, que eu até então desconhecia.
A minha primeira reacção foi : "Jesus onde é que eu me estou a meter!" Mas depois pensei, a vida sem aventura não tem graça nenhuma por isso e à boa maneira portuense, siga a rusga.
Serve isto, para explicar, que sem a vontade destes dois "miúdos", o FASrondas, grupo de acção e voluntariado do CREU, não tinha sentido nem existido. Eles deram de facto o pontapé de saída.
A forma mudou, ficámos mais "profissionais", mas a essência, essa manteve-se combater a solidão dos "invasores da via pública" e afins.
Hoje, tudo mudou, e a vida do Filipe vai mudar radicalmente a partir de domingo: entrar na Companhia de Jesus.
Esta será certamente, a sua maior aposta, e que o irá acompanhar para o resto da sua vida e, desculpa o "mitranço" Filipe, das nossas vidas também.
Todos os que te conheceram não ficaram indiferentes à tua beleza interior, à tua alegria, à tua generosidade, à tua sensibilidade, e paramos por aqui porque senão ficas demasiado pavãozito e não é isso que se quer num futuro Senhor Padre da Companhia de Jesus.
Termino dizendo: Até já Filipe e obrigada por seres quem és-um AMIGO!
1 beijo e um abraço do tamanho do Mundo
Luísa Cardoso
quinta-feira, setembro 28, 2006
Crónica da ronda de 24/09/2006 (6º trajecto)
Apesar deste percurso ser muito reduzido, na "vivenda", a única paragem, há muito para trabalhar!
Estavam inicialmente 5 pessoas, depois apareceram mais duas.
A D como sempre muito “animada”, efeitos do álcool. Infelizmente não foi internada para iniciar o tratamento.
O J nesta semana que passou não leu nenhum jornal como é habitual, não sabemos se por inércia ou porque não o deixam entrar na biblioteca. Ainda não temos a certidão de nascimento para ele tratar do seu B.I. Põe a hipótese de ir trabalhar para Espanha. É uma pena que este jovem de 29 anos ainda sem vícios esteja na rua, pois tem grandes potencialidades para uma vida melhor.
O Sr. J contou que foi enfermeiro durante muitos anos, falou muita da sua experiência de vida. Além de enfermeiro também trabalhou na pesca do bacalhau (enfermeiro do barco???). Mas o álcool, mais uma vez, fe-lo vir para o desemprego!
O Sr. F também faltou à consulta para o tratamento (álcool – desintoxicação). Está sempre muito sorridente, e, parece que há uma pessoa que lhe está a tratar da certidão de nascimento para o B.I.( não tem documentos).
Apareceu o Sr. J que costuma ir fazer companhia às pessoas que estão na vivenda Silva, conseguiu ultrapassar os seus problemas, sabe o que é estar na rua!
O J que diz estar a trabalhar numa construtora civil, passou por lá para conversar.
Estava um Sr. que ainda não sabemos o nome. É novo nesta paragem, não falamos com ele pois estava a dormir.
Depois de uma ronda anterior desanimadora, conseguimos ver que ainda há muito trabalho para fazer e que existem pessoas que apesar dos seus problemas têm vontade de falar connosco. Aquele conforto por estarmos um bocadinho de Domingo com eles pode significar alguma luz! Esperemos que dias melhores possam vir para esta gente!
“ Podes ser somente uma pessoa para o Mundo, porém, para alguma pessoa tu és o seu Mundo” Gabriel Garcia Marquez
Maria Antónia Read
ps - entretanto chegou a certidão de nascimento do J !
Estavam inicialmente 5 pessoas, depois apareceram mais duas.
A D como sempre muito “animada”, efeitos do álcool. Infelizmente não foi internada para iniciar o tratamento.
O J nesta semana que passou não leu nenhum jornal como é habitual, não sabemos se por inércia ou porque não o deixam entrar na biblioteca. Ainda não temos a certidão de nascimento para ele tratar do seu B.I. Põe a hipótese de ir trabalhar para Espanha. É uma pena que este jovem de 29 anos ainda sem vícios esteja na rua, pois tem grandes potencialidades para uma vida melhor.
O Sr. J contou que foi enfermeiro durante muitos anos, falou muita da sua experiência de vida. Além de enfermeiro também trabalhou na pesca do bacalhau (enfermeiro do barco???). Mas o álcool, mais uma vez, fe-lo vir para o desemprego!
O Sr. F também faltou à consulta para o tratamento (álcool – desintoxicação). Está sempre muito sorridente, e, parece que há uma pessoa que lhe está a tratar da certidão de nascimento para o B.I.( não tem documentos).
Apareceu o Sr. J que costuma ir fazer companhia às pessoas que estão na vivenda Silva, conseguiu ultrapassar os seus problemas, sabe o que é estar na rua!
O J que diz estar a trabalhar numa construtora civil, passou por lá para conversar.
Estava um Sr. que ainda não sabemos o nome. É novo nesta paragem, não falamos com ele pois estava a dormir.
Depois de uma ronda anterior desanimadora, conseguimos ver que ainda há muito trabalho para fazer e que existem pessoas que apesar dos seus problemas têm vontade de falar connosco. Aquele conforto por estarmos um bocadinho de Domingo com eles pode significar alguma luz! Esperemos que dias melhores possam vir para esta gente!
“ Podes ser somente uma pessoa para o Mundo, porém, para alguma pessoa tu és o seu Mundo” Gabriel Garcia Marquez
Maria Antónia Read
ps - entretanto chegou a certidão de nascimento do J !
quarta-feira, setembro 27, 2006
Crónica da Ronda de 17+24.09.2006 (Batalha)
Inês/Manela + Ção + Pedro
No Infante não encontrámos ninguém.
Em José Falcão longa conversa com Sr. E. especialmente animado em vésperas de entrar na ajuda do PortoFeliz. O P. tem aparecido aqui para dormir, o que parece querer dizer que a desintoxicação no Cat não anda pelos melhores caminhos... O Sr. E. tem pouca paciência para o aturar, começa a evitá-lo preferindo vaguear durante toda a noite!
O Sr. F. na Trindade esteve sóbrio e portanto com melhor aspecto mas menos falador.
O Sr. D. em StaCatarina mais falador e sempre céptico perante as ajudas. De novo discurso surreal sobre dinheiro falso e dinheiro verdadeiro... Ficou a ideia de jogar umas cartas mas depois, quando aparecemos noutra noite para o fazer, não aceitou porque não podia jogar de estômago vazio - e de facto nós nessa noite íamos só com cartas e boa disposição...
No Bingo de Ricardo Jorge SA diferentes...
Em 31Jan ou Passos Manuel aparece e desaparece o Sr.J. - e a mulher.
No Infante não encontrámos ninguém.
Em José Falcão longa conversa com Sr. E. especialmente animado em vésperas de entrar na ajuda do PortoFeliz. O P. tem aparecido aqui para dormir, o que parece querer dizer que a desintoxicação no Cat não anda pelos melhores caminhos... O Sr. E. tem pouca paciência para o aturar, começa a evitá-lo preferindo vaguear durante toda a noite!
O Sr. F. na Trindade esteve sóbrio e portanto com melhor aspecto mas menos falador.
O Sr. D. em StaCatarina mais falador e sempre céptico perante as ajudas. De novo discurso surreal sobre dinheiro falso e dinheiro verdadeiro... Ficou a ideia de jogar umas cartas mas depois, quando aparecemos noutra noite para o fazer, não aceitou porque não podia jogar de estômago vazio - e de facto nós nessa noite íamos só com cartas e boa disposição...
No Bingo de Ricardo Jorge SA diferentes...
Em 31Jan ou Passos Manuel aparece e desaparece o Sr.J. - e a mulher.
domingo, setembro 24, 2006
Leituras
Sobre sem-abrigo:
Secção a actualizar com sugestões de leitura sobre as três temáticas do FAS. Podem deixá-las nos comentários ou enviá-las para o mail do grupo. Escrevam-nos!
- "Os Sem-Abrigo: Que Cidadania? - Breve Reflexão Crítica" - Vanessa Massano Cândido [novo!]
- "Sem Abrigo" - Manuel Belo Rebelo de Andrade (ex-sem-abrigo), Coolbooks
- "Quando o excluído se torna o eleito" - Michel Collard e Colette Gambiez, Ed. Paulinas
- "Nos rastos da solidão" - José Machado Pais, Ambar
- "SEM-AMOR SEM-ABRIGO" - António Bento e Elias Barreto, Climepsi Editores
Secção a actualizar com sugestões de leitura sobre as três temáticas do FAS. Podem deixá-las nos comentários ou enviá-las para o mail do grupo. Escrevam-nos!
Crónica da Ronda de 17/09/2006 (6º trajecto)
No último Domingo, o vento da noite envolveu o tambor das nossas vivências. Mãos de diferentes cores fizeram-no falar...
Um azul intenso, de pinceladas largas, quentes que respiraram elos de ternura e saudades na despedida feita ao Daniel! Foi para longe estudar, mas continua perto porque a sua mansidão ganhou raízes em nós;
um rosa de descoberta, acolhedora, generosa, estampado no rosto do Padre Nuno, que chegou a uma nova casa e a enfeitou de sorrisos;
um cinzento de tempestade, que não avizinhávamos, refugiado na expressão de aço da G. Fomos arranhados pelos picos da sua armadura e mandados embora sem contemplações. Insinuou, a G., que lhe fizemos mal...Na sua falta de espaço pessoal ela delineou fronteiras psicológicas que não integram o nosso tempo;
um verde pálido na face do J. que se deixa arrastar por um coração que sobrevive, mas que não consegue, ou não sabe, que pode fazer viver! Tentamos ouvir com os nosso olhos o que a sua boca não diz: o seu olhar muda de cor quando nos vê a chegar. Nele, brota um grito tímido de contentamento. (O João ficou com os seus dados pessoais e pediu a sua certidão de nascimento pela net).
Ainda, na "Vivenda Silva", soubemos que a Dn. não chegou a aparecer no hospital de modo a fazer a desintoxicação do álcool...
Conhecemos, ainda, o V., emigrante de Leste, que nos pediu comida. Mora numa pensão, que não paga há meses. O patrão mandou-o dar uma volta de mãos a abanar...A sua magreza descarada e o suor que limpava constantemente do rosto pareciam querer ser a fotografia do que dizia: "A minha vida é como uma rua sem saída";
um laranja vivo, (já no Aleixo), de brincadeira pegada, a trepar sem vergonhas por nós acima!Disparámos risos de cumplicidade sem olhar a custos...
Poderia terminar esta crónica dizendo: "A noite terminou com...", todavia, passei a semana a ler os ecos das cores libertadas pelo tambor: "Fazemos o que podemos e, não, o que queremos fazer..."
Mónica Claro
Um azul intenso, de pinceladas largas, quentes que respiraram elos de ternura e saudades na despedida feita ao Daniel! Foi para longe estudar, mas continua perto porque a sua mansidão ganhou raízes em nós;
um rosa de descoberta, acolhedora, generosa, estampado no rosto do Padre Nuno, que chegou a uma nova casa e a enfeitou de sorrisos;
um cinzento de tempestade, que não avizinhávamos, refugiado na expressão de aço da G. Fomos arranhados pelos picos da sua armadura e mandados embora sem contemplações. Insinuou, a G., que lhe fizemos mal...Na sua falta de espaço pessoal ela delineou fronteiras psicológicas que não integram o nosso tempo;
um verde pálido na face do J. que se deixa arrastar por um coração que sobrevive, mas que não consegue, ou não sabe, que pode fazer viver! Tentamos ouvir com os nosso olhos o que a sua boca não diz: o seu olhar muda de cor quando nos vê a chegar. Nele, brota um grito tímido de contentamento. (O João ficou com os seus dados pessoais e pediu a sua certidão de nascimento pela net).
Ainda, na "Vivenda Silva", soubemos que a Dn. não chegou a aparecer no hospital de modo a fazer a desintoxicação do álcool...
Conhecemos, ainda, o V., emigrante de Leste, que nos pediu comida. Mora numa pensão, que não paga há meses. O patrão mandou-o dar uma volta de mãos a abanar...A sua magreza descarada e o suor que limpava constantemente do rosto pareciam querer ser a fotografia do que dizia: "A minha vida é como uma rua sem saída";
um laranja vivo, (já no Aleixo), de brincadeira pegada, a trepar sem vergonhas por nós acima!Disparámos risos de cumplicidade sem olhar a custos...
Poderia terminar esta crónica dizendo: "A noite terminou com...", todavia, passei a semana a ler os ecos das cores libertadas pelo tambor: "Fazemos o que podemos e, não, o que queremos fazer..."
Mónica Claro
sexta-feira, setembro 22, 2006
Aldeia - Partida Amanhã Sábado (23/09) - 9:30h
Olá a todos, vamos amanhã às Aldeias, dia 23, às 9:30, no sítio do costume (frente à Igreja NS Fatima).
Vamos fazer visitas, as primeiras desde Julho.
Temos de sair mesmo às 9:30 pois eu tenho agendada uma reunião com a PROGREDIR às 10:30 (desde Julho que deixou de haver tolerância de 15 minutos, 9:30 é a hora de saída dos carros). Estamos poucos, apenas 6 confirmados. Aguardo mais respostas, positivas ou não. Quem não for, avise por favor. Temos uma nova pessoa na equipa.
Não se esqueçam do almoço para partilharmos.
Bom trabalho, um abraço a todos e até amanhã.
Jorge
Ps - Se o tempo estiver bom não esqueçam o fato de banho...
Vamos fazer visitas, as primeiras desde Julho.
Temos de sair mesmo às 9:30 pois eu tenho agendada uma reunião com a PROGREDIR às 10:30 (desde Julho que deixou de haver tolerância de 15 minutos, 9:30 é a hora de saída dos carros). Estamos poucos, apenas 6 confirmados. Aguardo mais respostas, positivas ou não. Quem não for, avise por favor. Temos uma nova pessoa na equipa.
Não se esqueçam do almoço para partilharmos.
Bom trabalho, um abraço a todos e até amanhã.
Jorge
Ps - Se o tempo estiver bom não esqueçam o fato de banho...
terça-feira, setembro 19, 2006
Resultados da reunião de planeamento na Aldeia
No passado sábado dia 9 realizou-se a reunião de planeamento do próximo ano do projecto "Aldeias". Compareceram os presidentes das juntas de freguesia de Ansiães e Candemil, além da Progredir, da Actijovens e das pessoas do Núcleo Dinamizador.
Apresentamos a todos o FASrondas, e o nosso projecto e os seus objectivos e debatemos o que será mais necessário realizar neste próximo ano.
A reunião correu bem. Como consequências desta vai haver uma reunião das pessoas do Núcleo Dinamizador para definirem as prioridades para a reunião que teremos no dia 23. Também no dia 23, teremos uma reunião com a Progredir para apresentar o relatório elaborado pelo "team" Rui/Daniel/São (RDS), e ver sinergias com as nossas visitas.
Tentaremos ter a curto prazo uma reunião com a Segurança Social de forma a facilitar trocas de informação e tomar conhecimento dos trabalhos que cada lado está a realizar.
Assim este fim de semana deveremos ter mais novidades num melhor e mais participativo planeamento deste novo ano.
Apresentamos a todos o FASrondas, e o nosso projecto e os seus objectivos e debatemos o que será mais necessário realizar neste próximo ano.
A reunião correu bem. Como consequências desta vai haver uma reunião das pessoas do Núcleo Dinamizador para definirem as prioridades para a reunião que teremos no dia 23. Também no dia 23, teremos uma reunião com a Progredir para apresentar o relatório elaborado pelo "team" Rui/Daniel/São (RDS), e ver sinergias com as nossas visitas.
Tentaremos ter a curto prazo uma reunião com a Segurança Social de forma a facilitar trocas de informação e tomar conhecimento dos trabalhos que cada lado está a realizar.
Assim este fim de semana deveremos ter mais novidades num melhor e mais participativo planeamento deste novo ano.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Crónica da ronda de 10-09-06 (Boavista)
Grande afluência nesta semana! Infelizmente na nossa ronda isso não se notou muito. Partimos três: Joana, Jorge e Rui rumo às habituais visitas. No primeiro ponto de paragem encontramos o M., mas desde logo decidimos não nos aproximar pois este estava a meio do seu ritual de consumo. Seguimos depois em busca do Sr. B, há muito longe das nossas vistas, desta vez a prospecção teve alguns resultados: falámos com um Sr. do Coração da Cidade, o tal que o convenceu a dar banho, que nos disse que o havia avistado à coisa de três dias. Entretanto a Joana sentiu-se indisposta e decidiu que o melhor era voltar para casa. Novo ponto de paragem: família Q. A D. F estava sozinha desta vez, mas como de costume muito conversadora. Após uns bons minutos de conversa lá partimos. Fomos ter com o Sr. V e o F. O F deve arranjar emprego no ofício dele no final do mês fora do Porto, no entanto a falta de documentos pode ser um problema. Informei-me e mesmo tendo o auto da polícia sobre o roubo dos documentos, ele precisa de ter 2 documentos, a certidão de nascimento (que se pode encomendar no mesmo dia no Arquivo Central do Porto na rua Visconde de Setúbal e um segundo documento comprovativo que pode ser o bilhete de identidade de uma pessoa dos seu núcleo familiar (pais, irmãos, avós ou filhos, não dá para tios e primos) ou uma certidão na junta de freguesia onde está registado como residente (que pode ser longe do Porto), que terá de ser passada na junta na presença do mesmo e de duas testemunhas.
A conversa com eles foi muito boa, depois fomos ao Sr. A, que continua na mesma, com sorrisos e muito contar mas com a mesma pena de a vida não mudar para melhor. Abordamos o P, será uma nova companhia?
Fomos ao Aleixo com Sta Catarina, havia iogurtes (que tal substituir os leites achocolatados no saco?) que foram logo motivo de alegria e bolos. Encontramos o M, que vinha a mancar das duas pernas, apoiado num pequeno pau, o que deu um retrato que me ficou marcado no coração. Tem 3 hematomas, um no braço e um em cada perna. Demos-lhe boleia até ao sítio "onde ele mora". Foi-me difícil, lidar com tudo isto.
Acabamos na boa conversa já habitual, eu e o Rui, partilhamos e fomos recarregar baterias. Amanhã há trabalho e são 2:00... Há noites difíceis. Amanhã é um novo dia.
Até domingo,
Jorge
A conversa com eles foi muito boa, depois fomos ao Sr. A, que continua na mesma, com sorrisos e muito contar mas com a mesma pena de a vida não mudar para melhor. Abordamos o P, será uma nova companhia?
Fomos ao Aleixo com Sta Catarina, havia iogurtes (que tal substituir os leites achocolatados no saco?) que foram logo motivo de alegria e bolos. Encontramos o M, que vinha a mancar das duas pernas, apoiado num pequeno pau, o que deu um retrato que me ficou marcado no coração. Tem 3 hematomas, um no braço e um em cada perna. Demos-lhe boleia até ao sítio "onde ele mora". Foi-me difícil, lidar com tudo isto.
Acabamos na boa conversa já habitual, eu e o Rui, partilhamos e fomos recarregar baterias. Amanhã há trabalho e são 2:00... Há noites difíceis. Amanhã é um novo dia.
Até domingo,
Jorge
sexta-feira, setembro 15, 2006
Crónica da Aldeia (9/9/2006)
O grande regresso as aldeias estava agendado para este dia! A expectativa para o novo ano é elevada e o nosso entusiasmo não lhe fica atrás. Neste sábado o momento central seria a reunião com as pessoas da aldeia, bem como, se possível, a realização das habituais visitas domiciliárias. Entretanto, a malta foi chegando…um, dois, três, quatro, cinco, e eis que surge o primeiro dilema: dado que seríamos seis voluntários, optávamos por levar um carro ou dois? Resolvemos levar apenas um carro (a escolha mais económica, mas também a menos confortável). Lá partimos, tendo chegado a Candemil por volta das 12h00. Fomos almoçar ao rio. O tempo estava maravilhoso e a água convidava ao mergulho, infelizmente, só o Nuno é que se lembrou de trazer o “equipamento de mergulho”, tendo a restante comitiva ficado a olhar. Seguiu-se uma séria troca de ideias sobre o rumo que o projecto das Aldeias deverá seguir e sobre as nossas expectativas para a reunião, “condimentada” com um belo repasto. A reunião ( cujos resultados serão conhecidos mais tarde) prolongou-se por cerca de duas horas e na nossa opinião correu bem; a afluência foi, à excepção de dois presidentes de Junta, total.
Por volta das 17h00 metemo-nos no carro e fizemo-nos à estrada rumo ao Porto. A importância de reunião e a falta de mais colaboradores impediram-nos de fazer as tão desejadas visitas, mas daqui a duas semanas há mais!
Boa semana.
Rui Mota
Por volta das 17h00 metemo-nos no carro e fizemo-nos à estrada rumo ao Porto. A importância de reunião e a falta de mais colaboradores impediram-nos de fazer as tão desejadas visitas, mas daqui a duas semanas há mais!
Boa semana.
Rui Mota
quinta-feira, setembro 14, 2006
Crónica da ronda de 10/09/2006 (6º trajecto)
Recentemente li que o voluntariado assenta em dois princípios: o da solidariedade e o da subsidiariedade. A solidariedade traduz-se na nossa sensibilidade em relação a outro ser humano e na vontade consciente de o querer ajudar. A subsidiariedade resulta da capacidade de actuarmos, não remetendo para instâncias superiores acções que estão ao nosso alcance. Todavia, serão palavras suficientes para comportar o que deveras se sente ?
A noite iniciou-se com a habitual reunião dos membros das rondas e organização dos sacos. Antes do começo das rondas, em círculo reflectiu-se metaforicamente sobre a importância do passado, presente, futuro, acerca do realmente importante na vida. O passado, escrito está. O futuro, por escrever ainda. Mas o presente é o que temos pela frente, o que devemos e temos que encarar e viver. E quem é a pessoa mais importante na nossa vida ? É essa pessoa que está aí, bem na tua frente, à qual te podes entregar e ajudar. Esse é o culminar da eterna e incessante busca da felicidade.
De rosto triste nos recebeu a G, a qual não esperávamos encontrar por nos ter dito que ia receber o rendimento mínimo. Ainda não tinha sido naquela semana que recebera o esperado rendimento, nem seria tão cedo. Através de uns pontos em comum, fomos falando com ela. No início ela recusou o saco, o que estranhámos. Com medo de adormecer, ela não queria aceitar o saco. Ela desabafou como eram os seus dias e o seu constante medo de ser atacada, daí não querer dormir.
Na “vivenda” apenas estava acordado o J. Contou-nos como tem passado. Lentamente acordaram a Dona D e o Sr F. Inicialmente a Dona D estava muito triste por ir no dia seguinte para o hospital para desentoxicação e por estar longe dos filhos. Todavia, entre o discurso agitado sobre a sua vida, os filhos, um sorriso se ia esboçando. Alternava entre uma saudade exasperante pelos filhos e o desejo de ter uma vida independente e distante. É complicado chegar a compreender o que vai nas almas destes nossos amigos, escondidas na bruma do álcool e da alienação social. O Sr F estava muito animado e ia na semana seguinte também para desentoxicação.
No fim da ronda reunimo-nos e reflectimos sobre um poema de Alberto Caeiro. Citanto :
“
PENSAR EM DEUS
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...
“
Em nota de aparte, gostaria de referir que estou muito contente de participar nesta iniciativa e neste grupo. Espero com a experiência poder ajudar estes nossos amigos, nem que seja com um simples sorriso e um escutar atento, compreensivo.
“Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores”
Até domingo !
Gabriela Soares
A noite iniciou-se com a habitual reunião dos membros das rondas e organização dos sacos. Antes do começo das rondas, em círculo reflectiu-se metaforicamente sobre a importância do passado, presente, futuro, acerca do realmente importante na vida. O passado, escrito está. O futuro, por escrever ainda. Mas o presente é o que temos pela frente, o que devemos e temos que encarar e viver. E quem é a pessoa mais importante na nossa vida ? É essa pessoa que está aí, bem na tua frente, à qual te podes entregar e ajudar. Esse é o culminar da eterna e incessante busca da felicidade.
De rosto triste nos recebeu a G, a qual não esperávamos encontrar por nos ter dito que ia receber o rendimento mínimo. Ainda não tinha sido naquela semana que recebera o esperado rendimento, nem seria tão cedo. Através de uns pontos em comum, fomos falando com ela. No início ela recusou o saco, o que estranhámos. Com medo de adormecer, ela não queria aceitar o saco. Ela desabafou como eram os seus dias e o seu constante medo de ser atacada, daí não querer dormir.
Na “vivenda” apenas estava acordado o J. Contou-nos como tem passado. Lentamente acordaram a Dona D e o Sr F. Inicialmente a Dona D estava muito triste por ir no dia seguinte para o hospital para desentoxicação e por estar longe dos filhos. Todavia, entre o discurso agitado sobre a sua vida, os filhos, um sorriso se ia esboçando. Alternava entre uma saudade exasperante pelos filhos e o desejo de ter uma vida independente e distante. É complicado chegar a compreender o que vai nas almas destes nossos amigos, escondidas na bruma do álcool e da alienação social. O Sr F estava muito animado e ia na semana seguinte também para desentoxicação.
No fim da ronda reunimo-nos e reflectimos sobre um poema de Alberto Caeiro. Citanto :
“
PENSAR EM DEUS
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...
“
Em nota de aparte, gostaria de referir que estou muito contente de participar nesta iniciativa e neste grupo. Espero com a experiência poder ajudar estes nossos amigos, nem que seja com um simples sorriso e um escutar atento, compreensivo.
“Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores”
Até domingo !
Gabriela Soares
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